18/06/2009
Será que somos coerentes?
Nem sempre somos coerentes. Uma hora, dizemos sim a algumas coisas porque achamos que são importantes. Em outros momentos, as mesmas coisas deixam de ser importantes. Em um momento, estar à frente de um desafio parece interessante, em outro momento, já não é mais. Em determinado instante, vale à pena começar a dieta, em outro instante, já desistimos da mesma. E por aí vai... A lista do que achamos essencial muda continuamente. Sendo assim, parece razoável pensarmos realmente se estamos sendo flexíveis, alinhados com uma mudança natural que a vida nos propõe ou se estamos, realmente, sem foco, sem disciplina. O problema é que discernir entre um e outro nem sempre é fácil.
Em um mundo tão rico em possibilidades é muito fácil se perder e acabar sentindo-se ineficaz, quando na realidade estamos mesmo é perdidos. Percebo, junto a nossos clientes de Coaching, que um desafio comum é exatamente este: diferenciar o que realmente precisamos do que apenas é modismo, que chama nossa atenção, tomando nosso tempo, energia e dinheiro e, logo mais, deixa de ser importante. Acredito que um ponto que ajuda muito é sempre nos perguntarmos: “ O quanto realmente eu preciso disso agora? O que aconteceria se eu não me dedicasse a essa projeto nesse instante?” Normalmente, estas perguntas nos levam a respostas sinceras, mesmo que tentemos nos enganar.
Quando algo nos faz bem e estamos maduros para aproveitar a oportunidade, mesmo quando experimentamos um friozinho na barriga sem saber se devemos ou não seguir em frente normalmente, somos tomados por um entusiasmo legítimo, acompanhados de imagens e idéias que darão sustentabilidade ao que desejamos. Quando temos apenas o famoso fogo de palha, esse entusiasmo murcha de uma hora para outra. Por isso, outra boa dica é sempre esperar passar de um a dois dias, para realmente verificarmos se nosso nível de interesse aumenta ou diminui por determinada experiência que desejamos vivenciar. Agora, seja como for, saiba que mesmo assim podemos começar algo e descobrir que não era bem o que imaginávamos. E isso é normal. O que não é saudável é ficar pulando de galho em galho, perdendo tempo, energia, dinheiro e outros recursos com situações que, passando por uma simples peneira, muitas vezes já se mostrariam inócuas. E então, em que pretende colocar sua energia hoje?
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