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04/06/2009
Nas horas decisivas
Quem nunca teve um friozinho na barriga nas horas mais decisivas de sua vida ou em momentos de grande tensão? Imaginemos o que deve se passar na mente de um atleta que vai bater um pênalti em final de campeonato ou de um jogador de basquete que vai arremessar a bola no último lance do jogo? E o ator que precisa improvisar em um teatro quando algo dá errado? E o rapaz ou a moça que deseja se declarar, mas não sabe como? E a hora de decidir se vamos ou se ficamos em alguma situação, se fazemos ou não fazemos qualquer coisa. Todos esses instantes são muito importantes e estarmos preparados para eles é essencial. Nos momentos decisivos, é normal ficarmos inseguros e, até mesmo, sem sabermos o que fazer. Mas, decisão é decisão. E ficar em cima do muro, muitas vezes, nos prejudica mais do que escolhermos um caminho errado e seguirmos nele. Sabermos qual será o melhor o caminho, somente o futuro dirá. Por hora, podemos é avaliar as informações que temos da atualidade, consultarmos nossa intuição e darmos o próximo passo, ainda que não saibamos bem onde ele vai dar. Todos estão em busca de certezas quando, na realidade, a grande certeza é exatamente as incertezas. E aprender a agir apesar dessa ausência de certeza é muito importante para não ficarmos parados no tempo, esperando a melhor situação chegar. O problema é esse: e se essa “ melhor situação” nunca chegar? E se o que você tanto espera não ocorrer enquanto o tempo vai passando e você deixa de viver? Há determinados momentos em nossa vida, nessas horas decisivas, que precisamos escolher entre ficarmos olhando o horizonte na esperança dele vir até nós ou trabalharmos de forma a trazê-lo até nós. Atitudes distintas, com resultados bem diferentes. E então, o que mais combina com sua proposta de vida? Não dá para acertarmos sempre e nem por isso devemos nos arriscar de forma inconseqüente. Então, o que fazer à partir daí? Como proceder? Como agir? Honestamente, não conheço fórmulas mágicas para adivinhar o melhor caminho, mas é possível pelo menos caminharmos com mais serenidade quando fizermos o nosso melhor em cada passo dado. Portanto, se sua escolha deu certo, não se vanglorie, mas aprenda com seu acerto. E se deu errado, não se culpe, mas também aprenda com seu erro. E de erro em acerto, vamos compreendendo que mais importante na vida que acertar ou errar é como nos comportamos, quando acertamos e como nos comportamos, quando erramos!
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